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Criatividade no ambiente corporativo

Criatividade no ambiente corporativo

A criatividade se tornou a qualidade mais desejada no mercado de trabalho. Essa é uma das características mais mencionadas em listas de competências desejáveis para um líder ou profissional em geral. Mas, e quando você não se acha dos mais criativos? Nas próximas linhas vamos descrever algumas razões para você acender a lâmpada aí dentro e começar a pensar de forma mais criativa.

Uma pesquisa feita pela IBM com os principais executivos de 1.500 empresas de vários países, revelou que eles consideram a criatividade um fator crucial para o sucesso. Outra pesquisa feita pela consultoria de administração de pessoal Korn/Ferry, com 365 dirigentes de grandes empresas na América Latina, chegou à mesma conclusão: criatividade é a habilidade mais desejada por 56% dos dirigentes, estando à frente de capacidades fundamentais como saber tomar decisões complexas e conduzir equipes rumo aos resultados.

Mas o que significa criatividade no mundo corporativo? Independente do que esteja no dicionário ou qual seja a etimologia da palavra, no mundo corporativo; criatividade deve significar a capacidade de apresentar soluções alternativas para problemas já conhecidos e propor saídas inovadoras para novos problemas.

Se você acha que tem o perfil ou quer passar a se encaixar nele, há um ponto que precisa estar claro: ser criativo abrange muito mais do que ter ideias diferentes, ou seja, é preciso ter ideias diferentes, utilizáveis e ter o entusiasmo de realizá-las. O verdadeiro criativo trabalha. Ele pensa em como executar as ideias e conhece os limites do mundo real, como a escassez de material, dinheiro ou tempo.

Para exemplificar tudo isso vale uma história: certa vez, o CEO de uma empresa de transportes, que acabava de assumir o comando em um momento de crise, se encontrava diante do seguinte desafio: como conseguir fundos para pagar os altos custos das apólices de seguros da frota de caminhões? As alternativas mais comuns como pedir empréstimos, corte de funcionários ou venda de ativos já tinham sido exploradas e apesar de serem potencialmente factíveis, poderiam levar a empresa a uma crise financeira ainda mais grave.

Ele fez uma pergunta para sua equipe: por que temos que fazer seguro da nossa frota? O diretor financeiro respondeu: se roubarem um caminhão o prejuízo será muito alto. O CEO agradeceu a resposta e pediu um relatório com o número de caminhões, o custo anual do seguro em relação ao preço total de cada caminhão e o histórico de roubo dos últimos cinco anos. Os resultados foram os seguintes: a frota tinha 100 caminhões, o custo de cada seguro representava 5% de valor do veículo e nos últimos cinco anos, a média de roubos foi de 1%.

Ao analisar o relatório ele percebeu que o custo anual de assegurar a frota inteira equivale ao valor de cinco caminhões e o custo de ser roubado, com base na média histórica, é de apenas um. Portanto, a decisão do CEO foi cortar os gastos com seguros. É claro que tudo poderia dar errado e o número de roubos ser bem maior naquele ano, mas a liderança também pressupõe assumir riscos calculados.

O CEO da empresa de transportes não criou um produto/serviço inovador, mas usando a definição de criatividade apresentada, ele foi muito criativo ao apresentar uma solução alternativa para um problema conhecido.

Texto com informações da Escola de Criatividade.