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Empreendedorismo: sempre vai existir um empreendedor entre nós

Empreendedorismo: sempre vai existir um empreendedor entre nós

Apesar de ser famoso por sua burocracia, onde esperarmos até 107 dias para abrir uma empresa, no Brasil nunca houve ambiente tão fértil para novas realizações como agora. Aqui o cenário é árido a ponto de destruir aquele que quer apenas entrar na onda, mas dá força a quem, aliado a ideias e planejamento, conta com coragem e vontade de fazer acontecer.

Segundo o professor Marcos Hashimoto, consultor de empresas e autor do livro “Práticas de Empreendedorismos; Casos e Planos de Negócio”, o empreendedor otimista dificilmente desiste por conta das dificuldades do país, logo ele aproveita as oportunidades deixadas para trás por aqueles que não resistem às dificuldades. “Se de 10 pessoas que tiveram a mesma ideia, nove desistiram por causa das dificuldades do país, alguém vai aproveitar essa chance. O empreendedor tem esse olhar otimista de que a ideia dele vai dar certo, de que vale a pena se arriscar e enfrentar”, disse ele ao portal Uol.

Existe hoje uma galera enorme empreendendo no país, somos cerca de 21 milhões de pessoas criando ou administrando um novo negócio, e por volta de 19 milhões com algo já estabelecido, isso nos coloca em quarto lugar no ranking das nações com maior número absoluto de empreendedores – formais ou não. Estamos atrás apenas da China, da Índia e da Nigéria, conforme dados da pesquisa “Empreendedorismo no Brasil”, feita em 2013 pelo GEM (Global Entrepreneurship Monitor).

Luiz Barretto, presidente do Sebrae Nacional, descreve que o perfil do empreendedor que mais cresce reflete uma forte inclusão das minorias, hoje ele é mais jovem, mais feminino e vem da classe C.  “Se eu tivesse que tirar um retrato desse novo empreendedor brasileiro, ele seria mais jovem do que foi no passado, de 18 a 30 anos, basicamente oriundo da classe C e mais feminino”, comentou ao portal Uol.

A participação feminina em novos empreendimentos salta aos olhos; elas correspondem a 52,2%, porém os homens continuam sendo a maioria à frente dos negócios já estabelecidos.

O fato é que a inclusão do empreendedorismo como disciplina em universidades – e hoje em dia até mesmo nas escolas de ensino fundamental – despertou o interesse dos jovens. Hoje cada vez mais cedo pessoas transformam ideias em negócios. Segundo dados da pesquisa GEM, a faixa etária com maior número de empreendedores está entre os 25 e 34 anos (21,9%) seguida por aqueles que têm entre 35 e 44 anos (19,9%).

Outra característica que contribui para fazer do Brasil um terreno fértil para o empreendedorismo é a abertura do brasileiro para novidades e para o consumo. “Uma das grandes coisas que ocorreu nos últimos dez anos foi a postura do consumidor brasileiro. Ele viaja mais, compara mais, já nasceu no mundo da internet e estabeleceu uma nova relação com as compras. Considero que o consumidor está ávido por inovações, é muito mais aberto às mudanças e muito mais exigente também”, avalia Luiz Barretto.

Ainda existe uma longa estrada para ser percorrida, mas hoje o ambiente é muito mais propício para novas realizações. Apesar de serem muitas as caras feias para o empreendedor, quem quer se mexer de verdade pode usar as particularidades do país como trunfo para virar o jogo.

Com informações do TAB Uol.