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Mulheres Empreendedoras

Mulheres Empreendedoras

Após anos de luta em defesa de direitos iguais, acesso à educação e liberdade de escolha, as mulheres estão ganhando cada vez mais espaço no empreendedorismo. Hoje, no Brasil, cerca de 45% dos empreendedores são mulheres e elas querem mais.

Elas têm bem definido o que querem e não hesitam em buscar informação para estarem cada vez mais preparadas. Na 11ª edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, o presidente do Sebrae, Luiz Barreto, justificou o sucesso da mulher empreendedora à sua vontade de adquirir conhecimento. “Uma das características principais do crescimento e do sucesso das mulheres empreendedoras é que elas têm abertura para se capacitar”, disse Barreto. “A mulher quer se preparar mais, se capacitar. Ela está mais aberta ao conhecimento e à informação”, completou.

Nossas empreendedoras sabem que na hora de empreender o que não pode é acomodar-se, afinal exercer esse ofício vai muito além de abrir uma empresa. A Juliana Guimarães, co-fundadora aqui da casa, encara o empreendedorismo como um comportamento e para ela qualquer um de nós, seja homem ou mulher, pode ser um empreendedor de sucesso; basta ter atitude e postura para fazer diferente e entregar resultados. Se liga na dica dela: “Entendo que o empreendedor é aquele que faz acontecer, que faz a diferença, que é apaixonado pelo o que faz, tem visão de futuro e a capacidade de conectar pessoas com seus ideias. Empreender é uma postura, uma atitude”.

Porém, a mulher que quer empreender precisa ser corajosa, porque nem tudo é um mar de rosas. Apesar das conquistas femininas, o preconceito ainda está presente sendo, talvez, o maior obstáculo encontrado pelas mulheres que querem empreender no Brasil. Mas já existem empresas especializadas em ajudar as empreendedoras. É isso que faz a Mulher de Negócio, uma de nossas empresas coworker, que nasceu para capacitar e motivar mulheres donas do seu próprio negócio ou que sonham em um dia empreender.

Para a fundadora da Mulher de Negócios, Carol Rezende, além de existir a diferença na questão de gênero, tanto em termos financeiros quanto na percepção da sociedade, o perfeccionismo feminino pode ser um vilão. “A mulher empreendedora é vista muitas vezes como uma aventureira enquanto o homem que se arrisca em um novo negócio é ousado. Percebe a diferença? Além disso, existe uma questão cultural que precisamos trabalhar em nós mesmas. Somos perfeccionistas e nos cobramos demais e temos dificuldade em lidar com o fracasso – digo isso por experiência própria! Quando encaramos um negócio é questão de honra que ele dê certo. Por um lado isso é bom, pois nos capacitamos mais, acompanhamos os detalhes mais de perto… Mas por outro geramos um alto grau de expectativa que, quando não é atendida dentro dos nossos padrões, gera frustração e muitas vezes nos trava”, afirma Carol.

Algumas características consideradas femininas contribuem muito para o bom desempenho de uma empresa. Por isso, esse preconceito deve ser quebrado e dar lugar a detalhes que, na maioria das vezes, só as mulheres percebem. “Sem dúvida a sensibilidade da mulher faz toda a diferença. Aquele cuidado de bater o olho em um funcionário em saber que há algo de errado. Além disso, a atenção aos detalhes e a capacidade da mulher em lidar com diferentes assuntos permite que ela tenha uma visão mais ampla do seu negócio”, alerta Carol. A mulher sabe muito bem o que é ter amor de mãe pelo negócio, “ela o tem como um filho, muitas vezes o negócio surge de um hobby, de uma paixão. Aquilo ali não é apenas seu “ganha pão”, é um legado que ela quer deixar para sua família”, acrescenta ela.

Quando questionada sobre qual dica gostaria de compartilhar com as empreendedoras do Brasil, a Mulher de Negócio nos ensina que o medo não deve ser motivo para desistir. Fica a dica da Carol: “respira fundo, encara, arregaça as mangas e vai! Se der medo? Vai com medo mesmo! Mais vale a certeza da tentativa do que a dúvida da falta de realização”.