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O poder do coletivo como ferramenta de inovação nos negócios

O poder do coletivo como ferramenta de inovação nos negócios

A chamada Economia Compartilhada está ganhando vapor, cada vez mais as pessoas optam por compartilhar bens, serviços, financiamentos, transporte e muito mais.

Imagine a seguinte situação, você precisa viajar. Normalmente, você se hospedaria num hotel e pediria um táxi para se locomover na cidade; mas você decide alugar um quarto no apartamento da Ana e para se deslocar você pega o carro do Paulo. Detalhe; você nunca os viu antes. Essa relação entre desconhecidos, comercial e ao mesmo tempo pessoal, em que consumidor e fornecedor se confundem já existe, e é a base da chamada economia compartilhada. Tudo se baseia na reputação e na rede de recomendações que surge na internet e se fortalece fora dela.

A gentileza entre estranhos vira um negócio. A grande vantagem, além da financeira, está em viabilizar o acesso para o tamanho da sua necessidade e a experiência é o foco do consumo. É possível ter uma Ferrari por alguns dias (sem pagar IPVA), trocar de bicicleta todo fim de semana (sem ter que guardá-la na sala de casa) ou ter um escritório que atenda todas suas necessidades de trabalho, pelas horas que precisar, onde você pode ampliar sua rede de relacionamentos e ter mais oportunidades de gerar negócios (Coworking).

O especialista em economia criativa, Lucas Foster, defende que “a economia colaborativa está alinhada ao propósito de sustentabilidade”. “No modelo tradicional, nós produzimos, vendemos e eventualmente nos desfazemos de algo. Nesse novo formato, aquela primeira e única transação dá lugar a muitas outras”, afirma a empreendedora norte-americana Lisa Gansky, autora do livro “Mesh – Por que o Futuro dos Negócios é Compartilhar”.

A receita para ter melhores resultados é gerar empatia entre seus usuários. A RelayRides, por exemplo, é uma empresa que oferece carros para alugar nos Estados Unidos, apesar de não ter automóveis próprios. Seu papel se resume, basicamente, em fornecer uma plataforma para colocar proprietários em contato com locatários. A companhia incentiva o contato pessoal entre os usuários na hora do empréstimo, o que aumenta o comprometimento entre os envolvidos. Continua sendo um aluguel, mas com caráter bem mais amigável.

Aqui no Brasil, a falta de conhecimento dos consumidores sobre o serviço ainda é um empecilho para expansão do modelo para além das áreas de transporte e hospedagem, já consagradas, enquanto que, nos EUA parecem que estão chegando ao limite. Lá, o aplicativo Monkey Parking vende alertas sobre vagas na rua. Você sai de uma vaga, avisa no app e cobra por isso.

Fonte: Tab Uol com adaptações