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A face do Empreendedor brasileiro

A face do Empreendedor brasileiro

Para cada brasileiro que se projeta cria-se uma oportunidade de geração de novos empregos e/ou a possibilidade de inspirar outras pessoas a empreenderem. Empreender parece que faz parte do nosso DNA, afinal, segundo dados da pesquisa “Empreendedorismo no Brasil 2013” do GEM, 34,6% dos brasileiros têm como prioridade na vida abrir o próprio negócio. A pesquisa “Empreendedores Brasileiros 2013” da Endeavor Brasil apontou que 28% da população está empreendendo e 39% ainda pretende ter um negócio próprio.

Além dessa característica, o cenário atual, ainda que a economia não vá muito bem, é favorável para que as pessoas continuem tomando a iniciativa de empreender. A população está disposta a consumir gerando demanda para produtos e serviços, e o ambiente digital ajudou a baratear o processo de divulgação dos negócios.

Existe um denominador comum sim, empreender faz parte da cultura do nosso povo, mas os perfis variam. Segundo estudo realizado pelo Sebrae e Data Popular temos pelo menos cinco perfis empreendedores que vão desde sonhadores à aqueles que abrem um negócio por necessidade. Você sabe qual é o seu perfil? Segue abaixo os perfis traçados:

Perfil do Empreendedor

Tá no sangue

– Toma mais iniciativa na busca de informações sobre como administrar o negócio e,
consequentemente, tende a ser mais exigente quanto à qualidade.

– Costuma trabalhar com a perspectiva de crescimento do negócio, por isso raramente se acomoda e busca melhorias constantes.

– Em geral, a abertura de um negócio próprio vem atender a uma necessidade de satisfação pessoal, fruto de motivação particular que quase sempre independe de fatores externos.

Eu quero

– Foi levado pelas circunstâncias a ingressar no negócio próprio, vendo nele uma possibilidade mais atraente de conseguir renda.

– Tende a naturalizar com mais facilidade os percalços que enfrenta e, por isso, costuma desconhecer serviços e produtos que podem ajudá-lo nas dificuldades. É o famoso “aprende na raça”.

– Gosta da possibilidade de não se sujeitar à exploração de um patrão; é mais evidente o desejo de autovalorização das competências profissionais

Eu preciso

– Começou um pequeno negócio por necessidade financeira: buscava retorno rápido e baixo investimento.

– Não tem pretensões de crescer, seu negócio destina-se à própria subsistência. Quando há o desejo de crescer, ele geralmente é barrado pelo medo.

– Em geral, não busca informações sobre a gestão do negócio: a prática cotidiana é sua principal fonte de aprendizado. É um perfil com baixa escolaridade e, portanto, menores chances de inserção profissional.

Jovem sonhador

– Em geral, tornou-se chefe de família cedo e está inserido no mercado de trabalho há algum tempo, mas não na área em que pretende atuar.

– Sente necessidade de se preparar profissionalmente para ingressar na carreira que gostaria, mas também tecnicamente para gerir o negócio próprio.

– Os planos de empreender estão na esfera do sonho, por isso, suas estratégias de ação quase sempre são incipientes.

Jovem antenado

Em geral, ainda não constituiu sua família: vive na casa dos pais e se dedica integralmente aos estudos.

Acha que todo o esforço vale a pena quando se trata de implementar um projeto próprio, que se reverte em ganhos para si, e não para terceiros.

Universitário que já está encaminhando seu plano de ter negócio próprio: estuda na área em que pretende atuar, busca informações sobre o negócio e conhece entidades que podem ajudá-lo nesse processo.